sexta-feira, 30 de julho de 2010

VÍTIMAS DA MODA?

O “Com que Roupa eu Vou” vem em forma de protesto. Contra algumas pessoas em geral, que pensam que mulheres que se preocupam com a aparência são mulheres fúteis e alienadas. Prefiro não citar nomes e também não vem ao caso, mas ontem eu percebi que de certa forma, da mesma maneira que algumas pessoas julgam a outra por estarem mal vestidas, algumas “tribos” acabam achando que a aparência é algo tão secundário, que uma pessoa que se veste de uma forma bacana, ou que se preocupa com o seu visual, com qualquer coisa que envolva moda e/ou beleza, definitivamente não pode ser levada a sério ou acima de tudo ser alguém inteligente.


Não estou criticando ninguém, mesmo porque acho que as pessoas podem escolher livremente aquilo que querem vestir ou seguir. Mas também não acho legal julgar uma pessoa por ela gostar de ir ao salão, de comprar coisas novas, enfim... ESPERO QUE TENHAM ENTENDIDO MEU OBJETIVO.

Queria colocar abaixo um diálogo que eu vi no filme O Diabo Veste Prada e que eu achei super interessante e cabe bem no momento.



MIRANDA DÁ UMA AULA A ANDY DA ORIGEM DO CASACO QUE ELA ALEATORIAMENTE ESCOLHEU NO GUARDA-ROUPA E SOBRE A INFLUÊNCIA DO MUNDO DA MODA NA VIDA DAS PESSOAS, MESMO QUANDO ELAS ACHAM QUE NÃO SÃO INFLUENCIADAS PELA MESMA.

(Miranda e alguns assistentes estão decidindo entre dois cintos similares para uma roupa. Andy sorri porque ela acha que os cintos são exatamente iguais)

Miranda Priestly : Alguma graça?

Andy Sachs : Não, não. Nada. É que, sabe, estes dois cintos parecem exatamente o mesmo para mim. Eu ainda estou aprendendo sobre todas estas coisas.

Miranda Priestly : Estas… Coisas'? Oh... ok. Entendo, você pensa que isso não tem nada a ver com você. Você vai para o seu armário e você escolhe, humm, não sei, este suéter azul irregular, por exemplo, porque você está tentando dizer ao mundo que você se leva a sério demais para se importar com o que você vai colocar nas suas costas. Mas o que você não sabe é que este suéter não é apenas azul, não é azul-turquesa, não é lapis, é na verdade azul celeste. Você também é alegremente inconscientes do fato de que, em 2002, Oscar De La Renta fez uma coleção de vestidos de azul celeste. E então eu acho que foi Yves Saint Laurent, não era, que mostrou jaquetas militares em azul celeste? - Acho que precisamos de uma jaqueta aqui.- E então azul celeste rapidamente apareceu nas coleções de oito diferentes designers.

Então é filtrada através das lojas de departamento e, em seguida, escorreu para baixo em algum canto trágico casual onde você, sem dúvida alguma, pescava em alguma prateleira de lixos. No entanto, esse azul representa milhões de dólares e incontáveis empregos e, portanto, é um pouco cômico como você acha que já fez uma escolha que te exclui da indústria da moda quando, na verdade, você está vestindo um suéter que foi selecionado para você pelas pessoas nesta sala. De uma pilha de coisas.



E A SEGUIR O TRECHO DE UMA CRÍTICA FEITA POR UMA PESSOA COMPLETAMENTE ALHEIA AO MUNDO DA MODA, ACHEI PERFEITA:



Dirigido por David Frankel. Com: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Simon Baker, Adrian Grenier, Tracie Thoms, Rich Sommer, Daniel Sunjata, Stephanie Szostak, Gisele Bündchen.

Entre as atividades profissionais que representam, para mim, verdadeiros mistérios, a indústria da moda, assim como a física quântica, abriga as maiores dúvidas: por que, afinal de contas, tantas pessoas demonstram interesse gigantesco em assistir a desfiles protagonizados por moças anoréxicas vestindo roupas absurdas que, se usadas na rua, provocariam risos? Qual a relevância da chamada “alta costura”? (…)

Baseado em livro de Lauren Weisberger, o roteiro de Aline Brosh McKenna (responsável pelos fracos Um Caso a Três e Leis da Atração) gira em torno de Andrea Sachs (Hathaway), jornalista recém-formada que consegue emprego como segunda assistente da renomada Miranda Priestly (Streep), editora da principal revista especializada em moda do país. Sem enxergar muito valor naquela indústria, Andy pretende permanecer na função apenas até conseguir estabelecer contatos que lhe garantam trabalhos mais ambiciosos intelectualmente – e seu estilo “casual” (para dizer o mínimo) de se vestir freqüentemente leva seus colegas da revista à loucura. Enquanto tenta suportar as exigências de sua rigorosa chefe (“Onde está aquele pedaço de papel que eu estava segurando ontem de manhã?”), a moça descobre a própria vaidade e o prazer que sente ao vestir roupas de grife – e se inicialmente era incapaz até mesmo de soletrar “Gabbana”, aos poucos ela desenvolve um olhar invejável para...

Hein? Eu estava mesmo prestes a dizer que “entender de moda” é algo invejável e que há algum valor “artístico” numa indústria governada pela arrogância daqueles que se julgam no direito de ditar o que todos devem ou não vestir? Sim, estava. E este é um dos méritos de O Diabo Veste Prada: sempre que revela um pouco sobre os bastidores do mundo da moda e a lógica por trás daquela indústria, o filme se torna fascinante: em certo momento, por exemplo, Miranda retribui o escárnio velado de sua assistente com uma verdadeira (e excelente) aula sobre a origem do estilo do casaco que a moça está usando – e, no processo, deixa claro que até mesmo aqueles que compram roupas apenas em lojas de departamento estão absorvendo tendências criadas por algum grande estilista (e mais: que toda a “trajetória” daquele simples casaco representou milhões de dólares em empregos para inúmeras pessoas). Isto não quer dizer, no entanto, que o longa ignore os absurdos de uma indústria repleta de excessos e auto-adoração: para constatar estas sutis alfinetadas, basta observar como o célebre Valentino (numa ponta como si mesmo) pergunta para Andy se esta “amou” (não se gostou, mas se amou) seu desfile ou – para citar outro exemplo – como uma das funcionárias de Miranda apresenta dois cintos aparentemente idênticos para a chefe e argumenta que estes são “tão diferentes!”.

Ainda assim, acabamos levando tudo aquilo a sério graças, em grande parte, à atuação impecável de Meryl Streep, que confere um ar de competência e autoridade a Miranda que acaba exigindo nossa atenção.



EU AMO A MIRANDA HIHI
EM BREVE UM POST BÔNUS SOBRE OS MELHORES MOMENTOS DESTA ATUAÇÃO MARAVILHOSA DESTA ATRIZ IMPECÁVEL.

BEIJINHOS
Obs: espero de verdade que tenha conseguido ser clara, e que isso sirva para ambos os lados. Não é muito bacana definir o que uma pessoa é pelo que ela veste, ou deixa de vestir...

1 comentários:

QUEM É A FILHA DA PAUTA... disse...

Ai Ai tenho pena das pessoas que acham que as mulheres são futeis por se cuidarem, pois acredito que não se trata de ser futil, e sim de se usar de algumas futiliades ( meteriais) para estarmos mais satisfeitas conosco e mais bonitas pra todos....

Mulher tem que se cuidar,ser vaidosa sim..+ temos que dar o braço a torcer no sentido de que tem algumas exageram e muito,são futeis até a ultima gota de chanel nº5,mais se são felizes, pq não???.. cada um tem a personalidade que tem e nada nem ninguem temo direito de sair criticando, se gosta ué, se torne amiga ,adébta, parceira, se não poderiam respeitar.!!!

ótimo post KYKA!!!
bjão!!!

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