sábado, 11 de julho de 2009

Reconstruindo Um coração

Hoje fazem exatamente três semanas que rompi meu relacionamento com ele. Por mais que eu esteja tentando emendar meu coração para que ele volte a estar inteiro e pronto para um novo desafio, um novo amor, cada dia que passa vejo que não será tão fácil assim apagar as marcas que foram deixadas nele.


Quando um relacionamento chega ao final, muita coisa fica perdida no caminho. Palavras que não foram ditas, promessas que não foram realizadas... Perde-se também a auto-estima, o amor próprio, porque é inevitável o auto flagelo de me questionar a todo momento aonde foi que perdi o controle de tudo e tentar entender aonde errei. (Como se a culpa tivesse sido somente minha...)


A princípio a vontade é de não levantar mais da cama, porque obviamente eu construiu uma rotina ao lado dele, e tudo o for fazer sem ele, vai doer. Dormir parece mesmo o maior alívio, aí acordo no meio da tarde, meu cabelo está horrível, meus olhos estão inchados, e me sinto a pessoa mais horrorosa da face da terra, o que neste momento não contribui muito para minha auto-estima.


As amigas passam a ligar preocupadas, convidam incansavelmente pra cair na balada, conhecer gente nova, me arrumar, me sentir bonita, querem a todo custo me apresentar um rapaz interessante... E aparentemente é a melhor solução mesmo, já que me arrastar pela casa, mal arrumada e chorando, não vai trazê-lo de volta mesmo.


O que impressiona também é a quantidade de “bons pretendentes” que passa a surgir na minha vida. Pessoas que até a primeira estância parecem muito interessantes, e eu até me animo um pouco, percebo que ele não é a única pessoa no mundo. Mas, ao mesmo tempo, ninguém no mundo vai ser ele, e então desisto de procurar abrigo em outros braços.


Dizem que o que define o fim de um relacionamento é o início de outro. Mas quase sempre vem o sentimento de que, se eu arrumar uma outra pessoa, significa estar perdendo ele para sempre... E não é exatamente isso que quero, afinal ele é o homem da minha vida, mas, se ele é mesmo O HOMEM DA MINHA VIDA... Cadê ele? Por que não estou ao lado dele? Por que não fui feliz?


Por mais que o ame, ele optou não me querer, e, por mais que o meu sentimento seja grande, nunca vai ser o bastante para os dois. A parte cabível a ele de amar em troca, não foi preenchida, e contra isso não há o que se fazer.


Há menos que se queira ser uma solteirona de 40 anos, viciada em rivotril e freqüentadora de reuniões de terapia três vezes na semana, parece que aprender a se amar, mais do que ama o outro, é a única coisa que se pode fazer.


Isso não significa sair como uma desesperada nas baladas, encher a cara, ficar com milhões de rapazes pra suprir uma carência interna. Mas talvez descobrir algo que se ame fazer, passar a se cuidar mais, desenvolver uma coisa que algumas pessoas podem chamar de egoismo, pelo fato de estar pensando somente no próprio um umbigo, mas no fim é apenas amor-próprio.


Será que um dia ele se dará conta do mal que causou, de como me deixou triste e machucada? Será que um dia vai perceber a pessoa incrível que ele perdeu, por pura covardia?


Eu entreguei meu coração inteiro a ele, e ele me devolveu aos pedaços...


E apesar de ele ter destruído e quebrado meu coração, só cabe a mim remontá-lo.


Olhar no espelho e perceber o sorriso bonito, os olhinhos verdes que emanam sinceridade, a pessoa com o coração enorme que existe por detrás daquele cabelo ouriçado.


Enxergar meu valor, que é inestimável, e seguir em frente... Quem sabe um dia alguém me veja e valorize o que ele não soube valorizar.




Devolva-me-o como eu o entreguei!!!

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