quarta-feira, 8 de julho de 2009

De cafajeste a Homem de verdade!

Eu sou adepta de ler o blog alheio, e um dos meus favoritos eh o blog "Manual do cafajeste (para as mulheres)", nele o blogueiro conta suas aventuras como um bom "cafa", contando suas aventuras com as meninas que ele chama de "lanchinhos" (provavelmente as vagabas que saem com ele), mas enfim o "cafa" encontrou uma namorada (uma mulher descente, diferente das "lanchinhos"), e resolveu postar no blog o que mudou na concepção dele com relação ao namoro. Enfim o "cafa" virou um homem de verdade.
Para os caras que acham que vida, é a vida de balada, de pegar "lanchinhos" na noite, e não sabem valorizar uma MULHER de verdade, é uma leitura bem interessante. E para nós que não queremos mais ser passadas para trás, e que não somos e nem JAMAIS seremos "lanchinho" de ninguém, faz com que a gente veja que mesmo um "cafa" assumido, pode virar um príncipe encantado (até quando eu num sei...)

Quando comecei a namorar, não passou pela minha cabeça contar histórias do cafa namorando por dois motivos. Primeiro porque pretendo preservar a privacidade da minha namorada (que apesar de ser leitora xereta, não gostaria de ver nossa intimidade comentada aqui) e segundo porque grande parte das leitoras do blog são solteiras e não gostaria muito de ler as aventuras de um casal.

Porém, e para a minha surpresa, ao longo dos comentários dos posts passados e na enquete ao lado, percebi a imensa quantidade de mulheres curiosas para saber a respeito da visão do homem na vida a dois. Como adoro mimar minhas leitoras, vou atender esse pedido. Porém, farei algo diferente.

Não contarei muitos detalhes do meu relacionamento nem darei dicas infalíveis para começar a namorar, mas pontuarei 8 coisas que mudaram na minha cabeça quando passei a namorar.

Conchinha sudorípara vs cobertor humano - Sempre tive uma certa aversão de “conchinha”. A “conchinha” sempre foi muito bonita em imagens românticas e filmes, mas ela não dura 15 minutos devido ao formigamento do braço, o desconforto pra respirar com a cara em um chumaço de cabelo ou ao calor em noites de verão. Porém, quando você está com uma pessoa que gosta, e especialmente nas noites frias, não tem nada melhor um cobertor humano ao lado, um braço ou cabeça no peitoral e acordar com alguém deitado em cima de você dando alguns beijos. O dia começa bem melhor.

Balada solteiro vs balada acompanhado - Eu nunca imaginei sair de balada com namorada. Achava que uma coisa não combinava com a outra, mas ultimamente tenho visto o lado positivo. Quando se vai solteiro pra balada há o risco de seus amigos pegarem alguém e você ficar todo bobo esperando algum deles desencanar da garota que está beijando. Namorando obviamente não há esse risco, mas eu imaginava que seria um porre ficar com a namorada a noite inteira “dançando”. E ai entra o segredo de namorar e ir pra balada, sair com amigos. A namorada se diverte dançando com as amigas, o cara conversa e fala merda com os amigos e quando bate a saudade, dá um beijo, ‘dança’ e assim vai.

Lanchinho depois da balada vs acordar com a namorada - Talvez seja uma das grandes vantagens da bebedeira namorando. Qualquer homem solteiro já passou o apuro de encher a lata na balada, levar uma piriguete pra casa / motel, ai ele dorme achando que está com a Gisele Bundchen e acorda com a Regina Cazé ao lado. O pior é ter que dispensar o engodo. Sair de fininho do motel? Chutar de casa? Complicado. Pelo menos namorando um ajuda o outro a curar a ressaca e rola fazer manha na cama sem se preocupar.

Rotina vs diversidade - Um dos meus maiores receios ao namorar foi cair na rotina. Pensava ser um saco fazer todo dia a mesma coisa, o mesmo programa. Só que ai entra a criatividade em cena. Nas férias costumo dormir todos os dias com a minha namorada e cada dia tem algo diferente pra fazer. Geralmente algo gastronômico nos dias úteis. E nos finais de semana balada, barzinho, jogar alguma coisa em casa, restaurante, se reunir com amigos, teatro, filme em casa com pipoca, etc, etc. Hoje, quando vejo mulheres reclamando que o seu relacionamento caiu na rotina, pra mim a culpa é dela (e/ou do cara) que só souberam ficar em casa metendo e se esqueceram dos amigos e demais programas sociais.

Variedade vs intimidade - Outra coisa que sempre me fez recear o namoro era ter em mente que a partir do momento que eu namorasse, teria que abdicar de todas as outras lanchinhos. Inclusive tenho amigos que dizem ser impossível assumir um namoro, porque aterroriza a idéia de “ter que viver com apenas uma buc* até morrer”. Porém, com o namoro entra em cena algo que dificilmente se encontra com lanchinhos, intimidade. A pessoa sabe o que você gosta, você sabe o que ela gosta, não tem problema se um dia o sexo não for tão bom, se quiser fazer algo diferente você tem liberdade para propor e a pessoa não te achará um ridículo, etc.

Domingo solteiro vs domingo compromissado - Domingo sempre foi um dia depressivo pra mim. Geralmente estava com uma ressaca danada do dia anterior, dia seguinte trabalho, Faustão no meio da tarde, musiquinha do Fantástico a noite, enfim, era um dia praticamente natimorto. Namorando é bem diferente. Primeiro que rola aquela enrolação pra levantar, depois umazinha pra despertar, ai já é meio dia. Depois, uma volta no parque ou na praia, tomar uma água de coco, já são 4 horas. Ai aluga um filme, já são 8 horas. Pede uma pizza ou prepara um jantar, já são 23. Mais umazinha pra fechar o domingo e pronto, a segunda começou bem melhor.

Amigos vs namorada - Duas coisas bem difíceis de conciliar no começo do namoro. Amigo solteiro no início do namoro faz de tudo para reaver o amigo perdido para o outro time. Chama para uma balada imperdível, tira sarro, arruma defeitos na namorada, faz pirracinha, entre outras coisas. Ai cabe a garota ter maturidade para entender que eles não são más pessoas, mas que apenas temem perder um amigo. Ao contrário do que boa parte dos casais faz, eu não me afastei deles. Sempre procuro ir com eles e minha namorada pra balada ou a um happy hour e como agora eles a encaram como mais uma amiga, não rola aquele desconforto nas conversas.

Fugir dos problemas vs encará-los - Talvez o que eu mais aprendi no relacionamento a dois. Antes, com as minhas lanchinhos, eu não tinha com o que eu me preocupar. Se a garota se mostrava uma mala, eu pulava fora. Se ela tinha manias estranhas, eu pulava fora. Se ela tinha uma família maluca, eu pulava fora. Se tinha ataques de TPM, eu pulava fora. Enfim, qualquer problema que me incomodasse, eu não era obrigado a aturá-lo e simplesmente fugia deles. Namorar é diferente. Não dá mais pra pular fora no primeiro problema que aparece. É preciso tentar conviver com eles. Isso não significa ficar engolindo todos os sapos e se nivelando por baixo, mas entender que as pessoas têm seus defeitos e seus problemas particulares, e ai quando você os coloca na balança, percebe que tudo que a pessoa te traz de bom, torna aqueles mínimos.

VAI FICAR COMENDO LANCHINHO E PERDENDO O BANQUETE QUE A VIDA OFERECE?
PROBLEMA É SEU...

1 comentários:

Francine disse...

hahaha adoreiii negaaa!
Só acho que agora os homens, ou melhor, os cafa tem que ler o blog deste cara.
Ainda bem q tem solução ( como vc diz, até qdo não sei), mas vamos pensar q isso dure!!
Amei seu post!
E lembre-se: seja o banquete, não o lanche! ( isso vale prá todas as perdidas... não vc)
beijo, amo-a!

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