domingo, 14 de junho de 2009

Diferindo o que realmente significa amar...

No ano de 2001, quando eu tinha apenas 16 anos ( Meu Deus como o tempo passa rápido...), eu tive o meu primeiro namoradinho.
Éramos da mesma Igreja e começamos a namorar após 6 meses de paquera, cortejos, momentos de vergonha e nervosismo (normais para a idade).
Sabe aquele namoro que você tem certeza que nunca vai acabar? Trocam-se juras de amor eterno e é tudo tão puro e tão sincero que o “para sempre” parece possível. Até que um dia acaba, sem motivos aparentes ou justificáveis o suficiente, mas o “para sempre”, torna-se “NUNCA MAIS”...
Com sorte você ainda manterá uma amizade saudável e guardará boas recordações daquele tempo, ou talvez não. Como você nunca havia terminado um relacionamento antes, você se desespera, acha que seu mundo vai acabar, que você nunca mais será a mesma e principalmente acha que NUNCA MAIS SERÁ CAPAZ DE AMAR OUTRO ALGUÉM DE VERDADE!
Nos primeiros dias você joga fora fotos, cartas, papéis de bombom, presente... ou apenas os guarda.
Com o passar dos meses, às vezes anos, você joga fora os seus sentimentos... OU APENAS OS GUARDA!
Conforme o tempo vai caminhando, você conhece pessoas novas, se interessa por alguém que te faça bem, que te dê atenção, o coração volta a acelerar aos pouquinhos, e paulatinamente um sentimento, que você se julgava nem capaz de sentir mais, ressurge ainda mais forte.
Diariamente você vai se envolvendo com esta pessoa, se relacionando e vai percebendo que este relacionamento é diferente... Ele é real... Porque apesar de ainda existir pureza, a inocência que existia há 8 anos atrás não existe mais, afinal você não é mais uma menininha e seu namorado também não é um menino de 17 anos, que pega flores no caminho para te entregar sempre que vai te ver na sua casa.
Passa a entender que talvez você gostasse daquele primeiro namorado porque tudo era confortável, era mágico, quase perfeito, e você está vendo que perfeição não existe, nem no seu namorado nem em você.
Então reavalia seus sentimentos e descobre que amar de verdade, não é amar “POR CAUSA DE...”
Seu namorado pode não ser o mais romântico, o mais gentil... Mas pergunta-se à você mesma: você está feliz?
Ele provavelmente também não “te ame” tanto quando você está de TPM e cobra coisas absurdas dele, ou quando te dá uma crise de ciúmes sem fundamento e você vira uma detetive louca.
É aí que você compreende que amar se fundamenta no princípio de amar “APESAR DE...”
Obviamente não se deve aceitar todo e qualquer tipo de coisa (respeito e confiança são primordiais), mas de repente você pode ser o tipo de casal que mesmo após uma discussão calorosa, mesmo que do jeito de vocês, vocês ainda se entendam, vejam potencial no outro e através das dificuldades, ainda consegue ver nele(a), o homem (mulher) da sua vida e dizer: eu to aqui, te amo e não vou te abandonar!
Talvez ele acabe com seu dia com algumas de suas grosserias, e no outro, te salve só porque ele te deu um abraço. Já ouviu aquele texto que explica o “tipo certo de pessoa errada”? Talvez seja ele...


Bjinhus

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